A noite fria acolhe o vagabundo que passa mais uma noite ao relento. Não faz diferença que seja dia 25 ou que seja dia 5. Para ele todos os dias são iguais. Mais fome. Mais frio. Menos esperança.
Esta noite no entanto, um encanto, uma igreja nas margens do rio rouba-lhe um sorriso rasgado. Acende-lhe no peito uma esperança. Enche – o de memórias. Esfarrapa – lhe o coração.
Nessa noite, quente das lareiras, o errante tem uma visão antes de adormecer:

Fotografia da Igreja de S. António situada em Arcozelo, na outra margem do rio Lima, mesmo no fim da ponte romana.
Tenho que agradecer o texto que é da autoria da minha amiga Filipa !
Publicado simultaneamente em ambos os blogs.