O sereno da noite é reconfortante.
Vultos vagueiam pela escuridão sinistra, cruzam-se sem se olhar.
A solidão invade-lhes a alma.
Confissões saem do corpo em direcção ao rio.
Vidas postas a nu esperando uma opinião deste ouvinte mudo.
Este não se demora para prestar atenção aos lamentos.
Segue o seu destino sem olhar para trás.

Fotografia da bela Ribeira do Porto.